São Paulo - Os rebeldes líbios alcançaram a Área Central de Sirte ontem e continuam avançando sobre a cidade natal de Muamar Kadafi e um dos últimos pontos de resistência do antigo regime. As forças anti-Kadafi encurralaram as tropas leais ao ex-ditador em uma pequena área da cidade, mas estão enfrentando forte resistência.
O chefe militar da Otan, Adm Giampaolo Di Paola, disse estar surpreso com a capacidade das forças leais ao ex-ditador de resistir, mas que eles não têm outra escolha a não ser ''lutar até o fim''.
Segundo relatos de repórter Tony Birtley, da rede de TV Al Jazeera, os combatentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) haviam furado o último bloqueio da defesa de Sirte, um muro que circula o coração da cidade.
Ainda de acordo com a TV árabe, durante o avanço, um grupo de negros foi capturado pelos rebeldes líbios, sob acusação de serem soldados de Kadafi. Os detidos negam e afirmam ser civis.
Segundo o porta-voz da missão da Otan na Líbia, Roland Lavoie, Sirte está atualmente em conflito, depois que as tropas do CNT atingiram o Centro da cidade.
O porta-voz explicou em entrevista coletiva que as forças leais a Kadafi perderam posições-chave e agora a população começa a ter acesso à ajuda humanitária. Para Lavoie, o significado da queda de Sirte ''não deve ser subestimado'', dado o ''caráter simbólico'' da cidade e o fato de que é o último reduto do antigo regime com acesso ao mar.
O CNT afirma que, após o controle total de Sirte, será declarada a libertação da Líbia.
A Otan considera que a partir do momento em que os rebeldes tomarem Sirte, do ponto de vista estratégico, a resistência aliada ao ex-ditador ficará desamparada, pois a outra cidade que controlam, Bani Walid, afeta uma parte muito pequena da população.
A organização voltou a afirmar que mantém as operações na Líbia, mas que está preparada para interrompê-las assim que a situação permitir.

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