Líbia é acusada por atentado em Berlim
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de fevereiro de 1997
Reuter 
BERLIM - Promotores alemães acusaram ontem a Líbia pelo atentado à bomba de 1986 numa boate em Berlim Ocidental e que provocou um ataque aéreo dos Estados Unidos contra Tripoli no qual morreu, entre outros, uma filha adotiva do líder Muammar Gaddafi. O promotor federal Dieter Neumann afirmou que cinco pessoas foram acusadas depois que procuradores encontraram evidências de que a Líbia planejou o ataque contra os Estados Unidos em retaliação ao afundamento de um navio líbio pouco antes do atentado.
O serviço secreto líbio emitiu uma ordem em 26 de março (1986) para ser realizado um ato terrorista contra um alvo americano em Berlim como reação ao afundamento, disse Neumann.
Dois soldados americanos e uma mulher turca foram mortos e vários militares dos EUA em folga ficaram feridos quando a bomba explodiu no meio da lotada boate Le Belle.
Washington responsabilizou imediatamente a Líbia pelo atentado no distrito de Schoeneberg de Berlim e bombardeou o Estado árabe, matando pelo menos 15 pessoas, entre elas a filha adotiva de Gaddafi, e ferindo mais de 100.
Neumann afirmou que procuradores acusaram cinco pessoas pelo ataque, incluindo um ex-membro do serviço secreto líbio, Musbah Eter, e um palestino, Yasser Shraydi.
Eles também acusaram três cidadãos alemães - Verena Chanaa, seu ex-marido Ali Chanaa e sua irmã Andrea Haeussler.
Neumann disse que apenas um dos acusados não está sob custódia - Eter, que segundo o procurador fez uma confissão que ajudou a solucionar o caso.


