Bogotá - Cerca de 200 pessoas recuperaram sua liberdade ontem (24), após permanecerem 48 horas em poder de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em uma região de floresta do noroeste colombiano, informou a imprensa local.

Segundo estes veículos, os aldeões chegaram a Quibdó, capital do departamento de Chocó, custodiados pelo Exército, Marinha e Força Aérea.

Na manhã de ontem, o prefeito da aldeia de Beté e Médio Atrato, Luis Moreno, assinalou que a situação dessas pessoas, retidas desde domingo, tendia a piorar, já que estavam ficando sem alimento.

O conflito começou no domingo, quando um grupo de rebeldes, supostamente da frente 34 das Farc, matou três civis e um policial e feriu outros dois aldeões e um militar em três ataques consecutivos contra duas embarcações de passageiros e outra da Marinha.

O defensor público de Chocó Víctor Mosquera denunciou à RCN Radio que entre 3 e 4 mil pessoas permanecem confinadas devido à pressão exercida pelas Farc em Médio Atrato e em outros municípios ribeirinhos do rio Atrato, a principal artéria fluvial do departamento.

Além disso, segundo camponeses da região, os insurgentes estão distribuindo à população panfletos contendo ameaças para convocar uma greve armada por ocasião do 47º aniversário de fundação da guerrilha, a mais antiga da América Latina.

Em Bogotá, o ministro de Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, disse que cerca de 200 militares foram enviados à zona para resolver o conflito o mais rápido possível.

Com informações da agência Efe.

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