Cerca de 7.000 pessoas comemoraram ontem o 56º aniversário da libertação do campo de concentração de Mauthausen, situado a 100 km a oeste de Viena, onde 200 mil pessoas foram deportadas durante a Segunda Guerra Mundial.
O presidente do Parlamento austríaco, o social-democrata Heinz Fischer, o presidente do Partido Social Democrata, Alfred Gusenbauer, e o ministro conservador do Interior, Ernst Strasser, participaram da cerimônia.
As 200 mil pessoas de mais de 30 nacionalidades foram levadas a força a Mauthausen e a seus 49 campos anexos. A metade dos detidos foi assassinada ou morreu por causa das terríveis condições da prisão.
Os prisioneiros de Mauthausen eram principalmente judeus, ciganos, opositores ao regime nazista – entre os quais membros do exército republicano espanhol exilados na França –, testemunhas de Jeová e homossexuais. Pelo campo passaram 44 mil poloneses, mais de 38 mil soviéticos e 18 mil húngaros.
Mauthausen foi construido a cem quilômetros a oeste de Viena, em agosto de 1938, poucos meses depois da anexação da áustria pela alemanha nazista. As câmaras de gás foram utilizadas até 28 de abril de 1945 e os últimos prisioneiros executados foram resistentes austríacos.
O campo foi libertado pela 11ª divisão blindada americana no dia 5 de maio de 1945.

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