O jornalismo não é estático - evolui com as mudanças da sociedade e busca alternativas para superar os desafios que encontra no caminho. Na procura por dados públicos para reportagens, exige o direito à informação e a liberdade de imprensa, e oportuniza que a comunidade faça uso dos resultados de maneira democrática e colaborativa. Ao buscar novos meios de chegar ao seu público em um mercado transformado pelo digital, abre portas para o jornalismo inovador e empreendedor e cria ainda um jornalismo colaborativo, que estende a mão para outros profissionais e empresas que queiram aproveitar a mesma onda. Ao lutar contra a crise de confiança e as fake news, jornalistas e empresas de jornalismo têm a chance de reavaliar seu papel na sociedade e fazer um trabalho com mais qualidade e credibilidade.

E o jornalismo também não se restringe ao espaço de uma redação. Nem de uma cidade, Estado ou País - o jornalismo é global. A atividade passa pelos mesmos desafios aqui ou em qualquer parte do mundo, o que tem um lado positivo, pois as soluções podem ser encontradas em conjunto. O que é feito no jornalismo em um lado do mundo, contribui significativamente para a atividade do outro lado do planeta, graças a uma ampla rede de jornalistas que existe ao redor do mundo e é solidária.

Mie Francine Chiba, repórter de Economia e Tecnologia da Folha de Londrina, foi selecionada foi selecionada para programa sobre Liberdade de imprensa e inovação nos EUA da Embaixada norte-americana
Mie Francine Chiba, repórter de Economia e Tecnologia da Folha de Londrina, foi selecionada foi selecionada para programa sobre Liberdade de imprensa e inovação nos EUA da Embaixada norte-americana | Foto: Arquivo pessoal



Repórter de Economia e Tecnologia da Folha de Londrina, Mie Francine Chiba foi selecionada para programa sobre Liberdade de imprensa e inovação nos EUA em março desse ano. Em busca de integrar o jornalismo brasileiro e o norte-americano, a Embaixada dos EUA no Brasil convidou dez jornalistas brasileiros para conhecer redações, instituições e empresas preocupadas com o futuro do jornalismo nas cidades de Washington (DC), Austin (Texas) e São Francisco (Califórnia). Durante a viagem, também houve bate-papo com acadêmicos, especialistas e autoridades nas áreas de liberdade de imprensa e inovação.

Chiba foi a selecionada dentre os indicados pelo Consulado Geral da Embaixada dos EUA em São Paulo. Junto com ela, seguiram para os EUA profissionais do Recife (PE), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Brasília (DF) e Fortaleza (CE). O US Study Tour for Brazilian Journalists: Press Freedom and Innovation in Journalism foi organizado pelo ICFJ (International Center for Journalists), baseado em Washington (DC).

O jornalismo norte-americano enfrenta um cenário semelhante ao nosso. O consumo de notícias pelos meios digitais desafiam empresas tradicionais, nascidas em um ambiente analógico. A polarização toma conta do debate político e ideológico, enturvando a visão das pessoas. As fake news são utilizadas com a intenção de distorcer os fatos, e no fim, a população tem dúvidas sobre o que é ou não jornalismo imparcial e de qualidade. Para saber o que o jornalismo norte-americano está fazendo para enfrentar as mudanças da sociedade na era digital e a crise de confiança, leia a série de reportagens publicada no FOLHA Especial Transmídia clicando aqui.

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