Paris - O assassinato de quase dez jornalistas no México, a detenção de 20 em Cuba e ataques a jornalistas brasileiros foram sinais da deterioração do panorama da região em 2006, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).
''A imprensa brasileira, sobretudo a local, continua correndo graves riscos de represálias'', ressaltou o relatório desta organização de defesa da liberdade de imprensa. O documento deu destaque ao assassinato, em julho de 2006, do jornalista brasileiro Ajuricaba Monassa, e ao atentado, em maio, contra o radialista Carmelo Luis de Sá.
Monassa, de 73 anos, ''não sobreviveu à surra dada pelo vereador Osvaldo Vivas, em Guapimirim (RJ). Ele pagou com sua vida por ter denunciado a existência de duvidosas práticas econômicas no município. Dois meses e meio antes, em Quiterianópolis (nordeste), o cronista radiofônico comunitário Carmelo Luis de Sá havia escapado de um atentado a tiros em pleno programa, cometido pelo próprio filho do prefeito da cidade.''
Os ataques a jornalistas no Brasil ''põem em manifesto a persistência da violência contra a imprensa. Intimidações e ataques contra meios de comunicação serviram também de pano de fundo na campanha eleitoral de outubro'', continuou a ONG.

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