Líbano já aceita adiar primeiro turno da eleição
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
France Presse 
Beirute- A eleição crucial esperada para hoje no parlamento para designar o próximo presidente do Líbano parecia condenada ao adiamento ontem devido às dificuldades da maioria e da oposição para se chegar a um acordo sobre um candidato de consenso. O período fixado pela Constituição para eleição começou ontem e dura até o fim do mandato do presidente pró-Síria Emile Lahoud, em 24 de novembro.
O presidente do Parlamento, Nabih Berri, líder da oposição, convocou os deputados no colégio eleitoral, em um contexto de grande tensão agravada com o assassinato, na semana passada, de um deputado anti-sírio. Esta foi a quarta morte desde o atentado que matou o ex-premiê Rafic Hariri, no início de 2005.
Dirigentes dos setores reconheceram, depois de semanas de dúvidas, que a sessão de ontem não seria conclusiva. ''Não acredito que daqui até amanhã (hoje) haja algo novo que permita eleger um presidente. Mas estou certo de que haverá uma oportunidade que não se deve desperdiçar de retomar o diálogo aproveitando a presença na Câmara de todos os dirigentes e de seu presidente'', declarou o ministro de Telecomunicações, Marwan Hamadé, membro da maioria anti-Síria.
Segundo um colaborador próximo de Berri, Ali Bazzai, deputado do movimento xiita Amal, ''certamente haverá outra sessão depois de Aid al Fitr'', a festa que marca o fim do Ramadã. ''Será em 16 ou 17 de outubro'', declarou.
Berri está tentando encontrar um candidato com o consenso da maioria. Advertiu que adiaria a sessão se não conseguisse um quórum de dois terços de dois deputados e consideraria que o primeiro turno não teria acontecido, possibilidade rejeitada pela maioria. ''A maioria não passará ao voto respeitando o fato de que no primeiro turno são necessários os dois terços, mas de nenhuma maneira abandonará seu direito constitucional de votar pela maioria absoluta a partir do segundo turno, apesar de não se ter chegado a um acordo'', disse Hamadé.


