Lebed pede renúncia do governo e adverte para guerra na Rússia
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sexta-feira, 14 de março de 1997
Agência Estado 
France PresseUma vítima e pronto. Já será o passo para uma suicida guerra civilMOSCOU - O carismático general Alexander Lebed (v.foto) exigiu ontem que o governo russo renuncie, dizendo que um movimento de protesto nacional planejado para o final deste mês poderia levar a uma anarquia semelhante à vivida na Albânia. No dia 27 poderá haver uma decisiva fase na crise dos pretensos poderes em todos os níveis com uma mudança imediata para o caos e a anarquia no País, afirmou Lebed a partidários na abertura do primeiro congresso de seu novo partido.
A Federação dos Sindicatos Independentes - a maior união sindical da Rússia - ameaça promover um dia nacional de greve para protestar contra atrasos no pagamento de salários e as políticas sociais do governo. É preciso pouca coisa para que um punhado de provocadores seja infiltrado em qualquer multidão durante os protestos pacíficos de 27 de março, quebrando janelas de lojas, provocando incêndios, saqueando quiosques, disse Lebed, que espera que seu novo partido o leve ao Kremlin.
Uma vítima e pronto. As autoridades terão suas mãos livres para impor um estado de emergência... e já será o primeiro passo para uma suicida guerra civil. Nós, naturalmente, iríamos vencê-la mas não precisamos deste tipo de guerra, mesmo de graça, afirmou ele. Deixem a pequena Albânia ser um exemplo para nós, para a grande Rússia. O presidente (albanês) fugiu em alguma direção ignorada, o Exército declara sua neutralidade. Ele não iria declarar neutralidade aqui.
Muitos russos, como os albaneses, perderam com as reformas que eles vêm como beneficiando apenas uns poucos corruptos. Uma onda de greves tem trazido poucas mudanças para melhor, mas conversas de uma insurreição armada estão restritas a poucos e isolados círculos extremistas.
Lebed, que pôs fim ao sangrento conflito de 21 meses de Moscou com a Chechênia antes de ser demitido do Kremlin pelo presidente Boris Yeltsin por exacerbadas ambições presidenciais, vinha desfrutando de crescente apoio popular nos últimos meses enquanto Yeltsin sofria problemas de saúde.


