São Paulo - Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) de Brasília divulgado ontem aponta que o general Urano Teixeira da Matta Bacellar, encontrado morto no último sábado no quarto do hotel onde morava, em Porto Príncipe (capital do Haiti), se suicidou.
O IML deve ainda concluir o laudo que poderia indicar se o general ingeriu alguma substância química. Até agora, a perícia comprovou o tiro e não constatou nenhuma lesão de defesa, o que poderia indicar um homicídio.
O corpo do militar chegou terça-feira à Base Aérea de Brasília e foi levado ao IML, onde foi embalsamado. Na manhã de ontem, seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi enterrado no cemitério Memorial do Carmo.
O vice-presidente da República, José Alencar, anunciou ontem o segundo nome que será apresentado à Organização das Nações Unidas (ONU) para assumir o comando da missão de paz no Haiti. O general Jeannot Jansen da Silva Filho, vice-chefe do Departamento de Logística do Exército em Brasília, vai concorrer ao posto junto com o general José Elito Carvalho Siqueira, indicado na segunda-feira.
A ONU definirá entre os dois para substituir o general Urano Teixeira da Matta Bacellar. ''Os dois nomes serão apresentados à ONU. Os dois contam com o apoio do governo. Sabemos que qualquer um deles está em condições de realizar o trabalho'', afirmou Alencar.
Segundo o vice-presidente, o governo brasileiro não tem preferência e vai caber à ONU a escolha. ''O comando não é só do contingente brasileiro, é de todos os contigentes dos países que estão lá (Haiti). os dois nomes serão submetidos à ONU e ela que decide.''
De acordo com Alencar, as forças brasileiras deverão ficar no Haiti até março. ''As eleições no Haiti ocorrerão em fevereiro e deve haver segundo turno. É natural que as forças de paz fiquem mais tempo no país para que haja segurança e a manutenção da paz e da ordem.''
José Alencar participou na manhã de ontem da cerimônia de honras fúnebres em homenagem ao militar na Base Aérea de Brasília. O corpo do general já seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi enterrado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Marisa Letícia, participaram da cerimônia, além dos três comandantes militares, os ministros da Segurança Institucional, Jorge Félix, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o embaixador do Haiti no Brasil, Antonio Fénelon.
Albuquerque disse ainda que com a morte de Bacellar não só sua família perdeu mas o Exército e, principalmente, o Brasil. Segundo ele, esta perda vai estimular o trabalho do Exército no que se refere à sua atuação nas forças de paz. ''A missão será cumprida. Nós não abateremos.''

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