A Anistia Internacional (AI) lançou ontem uma campanha mundial, com duração de 14 meses, contra o uso da tortura. O movimento acontece meses após o grupo de direitos humanos ter completado um estudo de três anos sobre a tortura no mundo. A pesquisa mostra que esta prática agressiva é usada em 150 países, apesar de ser considerada ilegal pelas normas internacionais. Segundo Juli Morizawa, secretária-geral do braço japonês da AI, 119 nações ratificaram o tratado que bane a tortura.
Pessoas morreram em consequência desta prática em 80 países, e há indícios de que a tortura tenha sido usada contra crianças em 50 nações, disse Morizawa. ‘‘Entre os que têm mais chances de ser torturados estão aqueles que estão sob custódia policial e prisioneiros’’, acrescentou.
A AI, presente em vários países, tentará convencer os governos de todo o mundo a transformar suas nações em ‘‘zonas livres de tortura’’, informaram oficiais do grupo.
Para divulgar a campanha, voluntários ‘‘lacrarão’’ prédios de várias cidades do mundo com uma fita preta e amarela onde se lê ‘‘TFZ’’, ou zona livre de tortura.
‘‘Entre os violadores dos direitos humanos estão governos democráticos e repressores, os ricos e os menos desenvolvidos’’, disse o grupo, em um comunicado.

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