Lampreia sugere ação contra a crise
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Felipe Lampreia, afirmou ontem, no discurso de abertura do debate plenário da 53ª Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que a comunidade internacional não pode permanecer de braços cruzados diante da crescente crise econômica mundial. Desde que a ONU foi criada, coube ao Brasil, como reconhecimento pelo papel que desempenhou na formação do organismo e, antes na segunda guerra mundial, o discurso de abertura do debate da Assembléia Geral.
Desde o último trimestre de 1997, quando sentimos pela primeira vez a influência da chamada crise asiática, a economia mundial sofre os efeitos deste fenômeno, cujo alcance e permanência ainda não são claros, destacou Lampreia. Em seu pronunciamento, Lampreia enfatizou que a crise não será solucionada por si só e que os países afetados devem se unir para enfrentar a difícil situação.
Situação difícil O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, lamentou ontem em seu discurso de abertura da 53ª Assembléia Geral da ONU que a organização se vê obrigada a operar com uma camisa-de-força financeira. O titular da ONU fez um apelo aos estados membros da organização que devem grandes somas de dinheiro em contribuições para que quitem suas dívidas e permitam que a ONU continue com seu trabalho. O secretário-geral não mencionou especificamente os Estados Unidos, o maior contribuinte e também o maior devedor.
Por outra parte, Annan destacou com satisfação a revolução silenciosa que se registra na organização desde o ano passado. Em seu discurso, Annan afirmou que a família das Nações Unidas começou a atuar com um maior propósito de unidade e de forma mais coerente, em relação ao ano passado.France PresseUniãoO secretário-geral da ONU recebe o presidente dos Estados Unidos na abertura da 53ª Assembléia GeralDPA





