Lama tóxica é desafio na Espanha
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de maio de 1998
France Press 
Como se desfazer da lama tóxica? Esta é a pergunta que se fazem as autoridades nacionas espanholas e regionais andaluzas uma semana depois do vazamento de cinco milhões de metros cúbicos de água ácida no rio Guadiamar, próximo ao parque de Do¤ana (ao sul).
Autoridades e cientistas enfrentam o problema inédito da limpeza do Guadiamar e seus arredores, uma corrida contra o relógio para evitar que as águas contaminadas penetrem o subsolo.
Segundo a ministra da Agricultura, Loyola de Palacio, 3.600 hectares foram atingidos pelo vazamento de água ácida e metais pesados contidos em um depósito ao ar livre em um parque industrial ao norte do parque, que teve um de seus muros derrubado.
A depuração do Guadiamar, que se tornou um autêntico cemitério de peixes e espécies aquáticas, começou esta semana. Até o momento foram recolhidas 12 toneladas de peixes mortos, especialmente carpas, bárbus e enguias, bem como um grande número de rãs e carangueijos vermelhos.
Agora, o órgão de coordenação criado pelo Governo precisa enfrentar o problema da retirada e armazenamento da lama tóxica.
As empresas de tratamento de resíduos estimam que a recuperação dos arredores de Do¤ana poderá exigir entre 10 a 15 anos e custar bilhões e bilhões de pesetas.
Segundo estimativas, 5.333 caminhões de 25 toneladas por dia seriam necessários para retirar, em seis meses, os 20 milhões de toneladas de lama tóxica que ameaçam o local. Mas, onde armazenar os resíduos? O jornal La Vanguardia, de Barcelona, informou que a extração da lama tem sido adiada por causa da falta de um depósito.


