Laino reconhece
derrota; economia
não deve mudar
Domingo Laino reconheceu a derrota pouco antes da 18 horas de ontem (19h de Brasília), quando o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral havia apurado 61,7% dos votos. Os colorados até então haviam obtido 53,9% dos votos e a Aliança Democrática, de Laino, 42,5% - uma diferença, portanto, de 11,4%, o que representa cerca de 220 mil votos num total de 2 milhões de eleitores.
Laino demorou para reconhecer a vitória de seu adversário Raul Cubas Grau para certificar-se de que não houve fraude no processo de votação e apuração dos votos.
Os observadores internacionais, liderados por Cesar Gaviria, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, avalisaram o processo eleitoral e se disseram surpreendidos peça afluência massiva dos paraguaios às urnas. Mais de 80 por cento dos eleitores compareceram.
O governo americano, que teve papel decisivo na anulação da candidatura do general Lino Oviedo, por não confiar em suas convicções democráticas, cumprimentou o nove presidente Cubas Grau. Os sócios do Paraguai no Mercosul - Brasil, Argentina e Uruguai - reconheceram a vitória do Partido Colorado.
A vitória dos colorados foi recebida com tranquilidade pelo mercado financeiro, que prevê a continuidade da atual política econômica. Segundo o economista Fernando Masi, tudo ficará como antes no modelo econômico e, por isso, ele disse não esperar que os índices atuais de desempenho da economia, que estão abaixo de seu ritmo histórico, venham a ter mudanças significativas. O modelo econômico atual, segundo ele, ‘‘não contribui para o bem-estar da população, principalmente por causa da vinculação do poder econômico com o Partido Colorado’’.

mockup