Tatiana Bautzer
Agência Estado
De Santiago
Os dois candidatos à presidência do Chile, Joaquín Lavín e Ricardo Lagos, encerraram suas campanhas otimistas em relação às suas possibilidades de vitória. Depois dos últimos comícios realizados no sul do país por Lagos e no norte por Lavín na noite de quinta-feira, ontem os candidatos fizeram seus últimos atos públicos de encerramento da campanha, ambos certos de que têm chance de chegar ao palácio La Moneda nas eleições de amanhã. As pesquisas eleitorais, embora de pequeno alcance, continuam mostrando empate técnico.
Uma nova pesquisa divulgada ontem, do instituto Benchmark, apresentou novamente empate técnico, mas com vantagem estreita para o candidato Lavín. Segundo o instituto, que é ligado à oposição, o candidato Lavín teria 50,59% dos votos e Lagos, 49,41%. A diferença, entretanto, é inferior à margem de erro da pesquisa. No total, foram divulgadas quatro pesquisas eleitorais para o segundo turno, todas apontando empates técnicos, embora duas delas mostrem o candidato Ricardo Lagos com uma ligeira vantagem e outras duas, a situação inversa, com liderança de Lavín.
Os eleitores que se abstiveram, votaram nulo ou branco no primeiro turno, decidirão quem será o novo presidente. Esses eleitores representam 1 milhão de votos, enquanto a diferença entre Lagos e Lavín foi de apenas 30 mil votos.
A disputa acirrada exaltou os ânimos dos partidários dos dois candidatos e aumentaram os incidentes antes das eleições.
Foi registrado mais um conflito entre os partidários dos dois candidatos na quinta-feira à noite, desta vez no bairro de Macul. Vinte pessoas ficaram feridas depois de um enfrentamento entre cerca de 40 cabos eleitorais na noite de quinta-feira. Mas os incidentes parecem ser fatos isolados numa eleição que deve ocorrer num clima relativamente tranquilo.
Os conflitos entre os cabos eleitorais de Lagos e Lavín preocupam as Forças Armadas. O comandante responsável pela área metropolitana de Santiago, major general Sergio Muñoz Candia, pediu ontem aos comandos dos candidatos que não anunciem prematuramente os resultados eleitorais, ainda mais num pleito que promete ser muito disputado. Segundo ele, declarações antecipadas de vitória que depois não sejam confirmadas podem gerar frustrações nos partidários dos candidatos.Campanha eleitoral termina com candidatos otimistas e incidentes isolados. Empate técnico acirra os ânimos e o Exército pede calma
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