Foto de 2012 mostra cientistas espaciais monitorando procedimentos no laboratório espacial que deixou de funcionar em 2016
Foto de 2012 mostra cientistas espaciais monitorando procedimentos no laboratório espacial que deixou de funcionar em 2016 | Foto: STR/ AFP


Pequim - O laboratório espacial chinês que se dirige atualmente à Terra cai mais lentamente do que o previsto e poderá entrar na atmosfera terrestre na manhã desta segunda-feira (2), segundo informações da Agência Espacial Europeia (ESA).
A agência, que monitora o deslocamento do Tiangong-1 (Palácio Celeste 1), havia estimado anteriormente uma janela de queda compreendida entre o sábado (31) às 12H00 GMT (8 horas da manhã pelo horário de Brasília) e o domingo (1) à tarde.
A queda na Terra deste módulo espacial fora de controle não deverá provocar danos e oferecerá um espetáculo similar a uma chuva de meteoritos, afirmam as autoridades espaciais. Em um comunicado publicado no sábado, a ESA estendeu a queda para uma nova janela de tempo, entre domingo à tarde e a manhã desta segunda-feira, explicando que a queda do Tiangong-1 se desacelerou devido a uma meteorologia espacial mais tranquila. Uma torrente de partículas solares deveria ter aumentado a densidade nas altas capas da atmosfera e precipitar a queda do laboratório espacial. Mas não houve o efeito previsto, segundo a ESA.
Entretanto, sua janela de entrada na atmosfera continua sendo "altamente variável", ressaltou. Também persiste a incerteza sobre o lugar onde poderão cair os eventuais restos. "As pessoas não precisam se preocupar", afirmou o Departamento de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO) em sua conta na rede social WeChat. Essas naves espaciais "não caem na Terra violentamente como nos filmes de ficção científica".
Este laboratório foi colocado em órbita em setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera, mas deixou de funcionar em março de 2016, gerando preocupação por sua "queda".
A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um objeto espacial de mais de 200 gramas é de uma em 700 milhões, segundo a CMSEO.

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