Kuwait reforça defesa contra o Iraque
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quarta-feira, 13 de janeiro de 1999
France-Presse 
O ministro de Defesa do Kuwait, xeque Salem al-Sabah, informou ontem que o exército de seu país está em estado de alerta, depois das recentes declarações iraquianas hostis ao emirado, informou a agência oficial kuwaitiana KUNA.
Não chamamos todos os reservistas, mas técnicos e especialistas em mísseis, e outros profissionais que o exército necessita em tais circunstâncias, disse o ministro a jornalistas.
Segunda-feira, o Kuwait denunciou o Iraque por declarações de seus dirigentes que questionaram as fronteiras kuwaitianas.
Um grupo de oito caças-bombardeiros F-16 norte-americanos chegou ao Kuwait, ontem, para reforçar a capacidade de defesa do emirado ante uma eventual ameaça iraquiana, anunciou o ministro kuwaitiano da Defesa, Salem Sabah al-Salem al-Sabah.
O Kuwait está aplicando da melhor forma os acordos de segurança firmados com os países aliados, acrescentou.
Sanções As sanções impostas contra Bagdá não poderão ser suspensas sem que um sistema de verificação e monitoramento esteja em vigor para assegurar que o Iraque elimine as suas armas de destruição em massa, reafirmou ontem a secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright.
A alta funcionária, que recebeu no Departamento de estado o seu colega argentino, Guido de Tella, confirmou que Washington está com disposição para examinar sugestões para melhorar a eficácia da Comissão Especial da ONU encarregada do desarmamento (Unscom), e que falaria com os outros membros do Conselho de Segurança.
Mas Albright afirmou que nenhum país com os quais os EUA estão em contato sugeriu pôr fim às sanções sem que fique muito claro que (o dirigente iraquiano) Saddam Hussein, cumpriu suas obrigações de desarmamento.
Continuamos confiando em Richard Butler, que dirige a Unscom, declarou.
A França e a Rússia apresentaram propostas para reformar a Unscom, cujo regresso ao Iraque foi descartado por Saddam Hussein após os ataques aéreos de dezembro.
O ministro francês das Relações Exteriores, Hubert Vedrine, que se encontrava em Moscou, declarou ontem que a França apresentaria aos seus sócios do Conselho de Segurança algumas idéias para saírem da situação atual e orientarem novamente os métodos de monitoramento da ONU.
Por outro lado, o Iraque reforçou ontem sua ameaça de não reconhecer as resoluções das Nações Unidas, após a nova escaramuça entre sua defesa antiaérea e aviões norte-americanos no norte do país, ocorrida segunda-feira.


