Washington- A organização racista americana Ku Klux Klan (KKK), durante muito tempo associada a linchamentos de negros e à queima de cruzes, está ressurgindo em meio ao polêmico tema da imigração nos Estados Unidos, afirmam especialistas e grupos de defesa dos direitos humanos.
Segundo um relatório divulgado este mês pela Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês), a KKK experimentou um ''surpreendente e perturbador ressurgimento'' no ano passado, principalmente devido ao debate crescente a respeito dos 11 milhões de imigrantes ilegais, a maioria latinos, que vivem no país.
''A Klan é muito hábil em pegar um tema candente e usá-lo para atrair novos membros e ampliar suas novas células'', disse à AFP Deborah Lauter, integrante da ADL.
Lauter é diretora de direitos civis da ADL, ativa há 94 anos e cuja luta inicial contra o anti-semitismo se focou no fanatismo e no extremismo.
A nova área de influência inclui estados da costa leste, como Maryland, Nova Jersey e Pensilvânia, e alguns do centro como Iowa e Nebraska.

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