O novo presidente Vojislav Kostunica recebeu ontem forte apoio dos Estados Unidos nos esforços para a formação de um governo nacional enquanto seus partidários reportaram progressos nas negociações com o partido de Slobodan Milosevic para novas eleições para outros cargos.
O apoio veio do enviado norte-americano aos Bálcãs James C. O’Brien, que disse ao presidente de Montenegro que o governo de Washington opõe-se à independência da menor república iugoslava.
Em reunião realizada na capital montenegrina de Podgorica, O’Brien disse ter pedido ao presidente de Montenegro, Milo Djukanovic, que inicie as negociações com Kostunica ‘‘para manter a Iugoslávia’’ unida.
‘‘Os Estados Unidos não são a favor da independência de Montenegro’’, disse O’Brien a jornalistas em Podgorica. Djukanovic boicotou as eleições de 24 de setembro, vencida por Kostunica, e disse não reconhecer os resultados das urnas.
No entanto, o principal opositor de Djukanovic em Montenegro, o Partido Socialista do Povo, participou do pleito. Funcionários do alto escalão do partido reuniram-se com Kostunica em Belgrado ontem para discutir a formação de um governo federal cujo primeiro-ministro deveria sair de Montenegro.
‘‘O presidente Kostunica confirmou que o primeiro-ministro a ser apontado pertencerá ao Partido Socialista do Povo’’, garantiu Zoran Zizic após uma reunião com Kostunica.
De acordo com a constituição iugoslava, o cargo de primeiro-ministro deve pertencer a um cidadão de Montenegro. A indicação de um oponente de Djukanovic para o posto poderia abalar ainda mais as relações com o governo montenegrino e enfraquecer Djukanovic.
Ontem, dois policiais sérvios morreram e nove ficaram feridos quando o veículo no qual viajavam chocou-se com uma mina antitanque no sul da Sérvia, informou a polícia. A culpa do ataque foi atribuída a ‘‘terroristas’’ albaneses de Kosovo.
Em Amsterdã, funcionários do tribunal internacional de crimes de guerra e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informaram que um suspeito de crimes de guerra na Bósnia resistiu à prisão e detonou uma granada de mão na noite de anteontem, causando sua morte e deixando feridos quatro soldados alemães da força de paz da aliança atlântica.
Janko Janjic, de 43 anos, explodiu a granada que ele carregava habitualmente quando os soldados tentaram prendê-lo na casa de seu irmão, situada na cidade de Foca, 40 quilômetros ao sudeste de Sarajevo, na fronteira com Montenegro.

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