Koizumi promete reformas estruturais
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segunda-feira, 07 de maio de 2001
Françoise Kadri France PresseDe Tóquio 
Ao fazer seu primeiro discurso de política geral diante do Parlamento, ontem, o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, afirmou mais uma vez sua intenção de realizar uma reforma ampla na economia e na organização social do seu país.
O primeiro-ministro prometeu levar à frente sem hesitação reformas no setor econômico, orçamentário, administrativo, social e político. Não haverá renascimento nem desenvolvimento do Japão sem reformas estruturais, reiterou Koizumi.
Apesar disso, o discurso de Koizumi continua apenas cheio de vagas promessas, na opinião de economistas e analistas políticos.
Ele lamentou, por exemplo, que o primeiro-ministro não tenha decidido acelerar ou prolongar o plano de eliminação de empréstimos que não podem ser cobrados.
A economia terá prioridade e o novo chefe de governo se comprometeu a resolver em dois ou três anos o problema de empréstimos que não podem ser cobrados de bancos, considerado como um freio à reativação da economia.
Koizumi ratificou o programa econômico de emergência adotado no início de abril pelo governo de seu antecessor, Yoshiro Mori. Este plano prevê um mecanismo para eliminar empréstimos não pagos, reduções fiscais para estimular a bolsa e o mercado imobiliário e a criação de um orgão encarregado de comprar dos bancos uma parcela de suas participações no mercado de ações, consideradas como perigosas porque são instáveis.
Os especialistas acreditam que o atual plano é muito tímido porque só envolve 13 trilhões de ienes (107 bilhões de dólares) de empréstimos não pagos por 18 bancos, enquanto o total do setor (incluindo bancos regionais) ultrapassa 80 trilhões ienes, segundo analistas.
Satoru Ogasawara, economista do Crédit Suisse First Boston, reclamou por sua vez que Koizumi não deu detalhes sobre a rede de segurança que o governo criará para ajudar as pequenas e médias empresas, que vão à falência se os bancos recrudescerem sua política de empréstimos.


