Ansa
De Berlim
O ex-chanceler alemão Helmut Kohl admitiu ontem ter ‘‘viajado de graça’’, em pelo menos cinco ocasiões, em jatos da empresa aérea Transalpina – de propriedade do magnata das comunicações na Alemanha Leo Kirch –, depois que deixou o governo em meados de 1998. ‘‘Esses vôos não tiveram nenhuma relação com meu governo’’, assegurou Kohl. Segundo a revista ‘‘Stern’’, o ex-chanceler democrata-cristão foi ‘‘ardoroso defensor’’ na Comissão Européia de um projeto de Kirch para fusão de suas empresas com os grupos Bertelsmann e Telekon.
O ex-chanceler é o principal implicado num escândalo de violação da lei de financiamento dos partidos ocorrido no período em que presidiu a União Democrata-Cristã e o governo. Ele admitiu ter criado contas secretas para receber ‘‘doações políticas’’, mas se nega a revelar o nome dos doadores. Como consequência dessa posição intransigente, a comissão parlamentar de inquérito que investiga as contas secretas vai debater hoje uma estratégia para esclarecer o escândalo.

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