O Prêmio Nobel da Paz de 2001 foi entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao seu secretário geral, o ganense Kofi Annan. A cerimônia foi realizada ontem na prefeitura de Oslo e contou com a presença do rei Harald da Noruega e de ganhadores anteriores. O presidente do Comitê Nobel norueguês Gunnar Berge entregou a recompensa a Annan e à ONU. O prêmio consiste em uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de dólares).
Durante seu discurso Kofi Annan apelou para uma maior cooperação global na luta contra a pobreza, a ignorância e a doença, afirmando que a humanidade é indivisível. ''Os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos mostraram que as divisões importantes já não são entre fronteiras, mas entre os afortunados e os desfavorecidos'', disse Annan.
''As verdadeiras fronteiras de hoje não separam as nações, mas sim os poderosos daqueles que não têm qualquer poder, os que são livres dos que estão aprisionados, os privilegiados dos humilhados'', acrescentou. Falando do futuro da ONU, considerou que a organização terá cada vez mais um papel crucial na resolução dos problemas com que o mundo se confronta.
''No século XXI, creio que a missão das Nações Unidas será definida por uma tomada de consciência, nova e mais profunda, de caráter sagrado e da dignidade da vida humana, qualquer que seja a sua raça ou religião'', disse Annan. Ao entregar o prêmio, o presidente do Comitê Nobel norueguês Gunnar Berge elogiou o trabalho desenvolvido por Annan à frente das Nações Unidas, neste ano em que se comemora o 100º aniversário da criação do Prêmio Nobel da Paz.
Berge saudou Annan por ter trazido à ONU prestígio internacional e uma moral interna como nunca antes a organização viu nos 50 anos da sua história.

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