Buenos Aires - O presidente Néstor Kirchner voltou a reivindicar ontem a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas em uma cerimônia na cidade de Ushuaia, ao se completarem 22 anos da guerra com a Grã-Bretanha pela posse do arquipélago do Atlântico sul.
''As Malvinas são e serão argentinas'', disse Kirchner ao concluir um discurso de reivindicação perante os ex-combatentes que lutaram no conflito que deixou 649 soldados argentinos e 255 britânicos mortos.
Esclareceu que ''as Malvinas serão argentinas pela (via) do diálogo, pela paz'' mas insistiu em que ''não há nada da nacionalidade que se possa recuperar de joelhos: recupera-se com a paz, com amor, mas com dignidade, defendendo os valores e a integração nacional de nossa terra''.
As palavras do presidente se inscrevem no paulatino esfriamento nas relações com a Grã-Bretanha, desde que assumiu o governo em maio de 2003. Durante o governo de Carlos Menem (1989-99) se restabeleceram as relações diplomáticas entre Argentina e Grã-Bretanha, mas os laços se esfriaram desde a posse de Kirchner.

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