Kirchner não negocia cargos
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terça-feira, 29 de abril de 2003
France Presse 
Buenos Aires O candidato presidencial argentino Néstor Kirchner (peronista progressista) afirmou que não negociará cargos e que não procura acordos de cúpula partidários, para obter apoio no segundo turno que disputará no dia 18 de maio com o ex-presidente Carlos Menem (peronista neoliberal).
''Poderei conversar com muita gente, mas não buscarei acordos de cúpulas, que não têm nenhum sentido. Seria como se condicionássemos os votos das pessoas. Captaremos votos falando das condições da Argentina'', disse Kirchner à imprensa portenha.
O governador da província patagônica de Santa Cruz (sul) se manifestou ''muito otimista'' para o segundo turno, após obter 21,99% dos votos no primeiro turno, domingo passado, a apenas dois pontos dos 24,34% de Menem, o que interpretou como uma demonstração de que ''os argentinos querem mudar''.
Ao ser consultado sobre uma eventual aliança ou uma oferta de cargos, advertiu: ''Seria baixar a qualidade do que queremos fazer''.
''Quem não conhece o projeto de Carlos Menem, o esmagamento da Argentina, o endividamento, o desemprego?'', indagou e ratificou: ''A esse modelo, queremos opor o da produção e do trabalho, com estabilidade, com inclusão, sem lideranças fundamentalistas e messiânicas que fizeram tanto mal à Argentina''.


