Kirchner lidera pesquisas na Argentina
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domingo, 04 de maio de 2003
France Presse 
Buenos Aires Todas as pesquisas apontam a vitória do candidato Néstor Kirchner, apoisdo pelo presidente Duhalde, sobre o ex-presidente Carlos Menem no segundo turno argentino, destacou a imprensa ontem. Uma pesquisa do instituto Equis, publicada pelo jornal Página/12, mostra o candidato do presidente Eduardo Duhalde com 61,7% das intenções de voto, contra 20,6% do ex-presidente.
Para OPSM-Zuleta Puceiro, a diferença entre os candidatos do segundo turno, que será realizado no dia 18, é de 65,3% contra 26,1% a favor do governador de Santa Cruz.
O Equis entrevistou 1.064 pessoas de Buenos Aires e sua periferia, e o OPSM 1.100 de todo o país. As duas pesquisas foram realizadas depois do primeiro turno de 27 de abril.
O Equis calculou em 15% os votos nulou ou brancos, enquanto o OPSM registrou 8,1% de eleitores sem candidato.
Os dois institutos registraram um número pequeno de indecisos: 2,8% para o Equis e 0,5% para o OPSM.
Observadores consideram que os resultados das pesquisas evidenciam uma realidade antecipada: Carlos Menem, que foi o mais votado no primeiro turno, tem também uma imensa rejeição.
Menem preocupado Pela primeira vez o candidato à presidência argentina Carlos Menem considerou a possibilidade de perder a eleição para Néstor Kirchner no segundo turno de 18 de maio, depois de ter baseado sua campanha no triunfalismo, segundo uma entrevista publicada ontem pelo jornal La Nación.
''Se tudo for bem, no dia 18 de maio serei presidente e, caso contrário, me dedicarei a ser pai'', disse em referência a gravidez de sua esposa, a ex-Miss Universo chilena Cecilia Bolocco.
Porém, logo depois Menem se corrigiu rapidamente: ''Ganhamos e vamos voltar a vencer. O que passou, passou'', destacou.
''A oposição derrotada assumiu a derrota como um triunfo. A verdade é que nós vencemos, com uma diferença de quase 500.000 votos que vamos procurar defender. Por mais que comecem a circular pesquisas que eu considero inexatas'', afirmou.
Menem afirmou ainda que ''o povo tem que escolher entre uma Argentina como a Espanha ou uma Argentina como Cuba. Aqui existe uma aliança entre montoneros (guerrilha esquerdista da década de 70) e entre piqueteiros (pobres e desempregados que bolqueiam estradas) para me derrotar''.
Inundações Pelo menos 21 corpos já foram resgatados na cidade argentina de Santa Fé, afetada pela inundação mais grave de sua história, informou ontem à AFP Natalia López, do departamento de Relações Policiais da região.
''Com dois corpos resgatados nas últimas horas, oficialmente são 21 as mortes causadas pelas inundações'', afirmou López.
Das 21 vítimas fatais resgatadas das águas, 18 são adultos e três crianças. Porém, as autoridades acreditam que este número ainda deve aumentar à medida que as águas continuarem baixando.


