Kirchner diz que não sofrerá pressão do FMI
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
<br> Folhapress <br> 
São Paulo - Um dia após sofrer graves críticas por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), a presidente Cristina Kirchner disse à Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, que a Argentina não será submetida ''a nenhuma pressão''. Ontem, a chefe do FMI, Christine Lagarde, declarou que o país tem três meses para colocar em ordem as estatísticas oficiais, sob pena de receber um ''cartão vermelho'' do organismo.
''Meu país não é um campo de futebol. É uma nação soberana que toma soberanamente decisões e que portanto não será submetida a nenhuma pressão e muito menos a nenhuma ameaça'', disse Kirchner em seu discurso no encontro anual da ONU em Nova York. ''Quero dizer à titular do Fundo Monetário Internacional que isso não é uma partida de futebol, que isso é a mais grave crise econômica e política desde os anos 1930'', respondeu Kirchner.
''E, já que estamos comparando futebol com política e economia, devo dizer que o papel do presidente da FIFA tem sido muito mais satisfatório que o dos diretores do FMI'', completou, arrancando aplausos.
Os índices oficiais de inflação e crescimento da Argentina são amplamente desacreditados -economistas acusam os governos de Néstor e Cristina Kirchner de manipulá-los. Na semana passada, proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso previu inflação de 11% em 2013; para analistas, ela deve ficar em torno de 30%. A proposta foi vista como um desafio à advertência do Fundo.


