Buenos Aires O presidente eleito da Argentina, Néstor Kirchner, confirmou ontem Roberto Lavagna como ministro da Economia no governo que tomará posse no dia 25 de maio e anunciou que o chanceler será o advogado constitucionalista Rafael Bielsa. Lavagna terá seu poder aumentado, pois seu ministério passará a englobar a pasta da Produção. Porém, a nova pasta do Planejamento e Infra-Estrutura não ficará sob sua responsabilidade.
Kirchner, 53 anos, também anunciou, durante uma entrevista coletiva em sua cidade natal de Río Gallegos, 2.800 km ao sul de Buenos Aires, que o ministro do Interior será Aníbal Fernández, atual ministro da Produção do governo do presidente Eduardo Duhalde, num ministério de 13 pastas.
O presidente eleito, com mandato até 2007, também designou homens e mulheres de sua confiança íntima, como sua irmã Alicia Kirchner para o ministério do Desenvolvito Social e Alberto Fernández, que comandou sua campanha eleitoral, como chefe de Gabinete.
Depois de renunciar na segunda-feira ao governo de Santa Cruz (sul), Kirchner nomeou para seu futuro governo dirigentes de outros grupos políticos, mas todos eles peronistas, incluindo Daniel Filmus, da Frente Grande (centro-esquerda), que será ministro da Educação.
Outro extra-partidário indicado pelo futuro presidente é Gustavo Béliz, um ex-menemista e antigo aliado do ex-ministro da Economia Domingo Cavallo, líder da 'Nueva Dirigencia', um minúsculo partido da capital argentina, que ocupará o ministério da Justiça e Direitos Humanos.
Kirchner assumirá a presidência no dia 25.

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