Kiev é palco de violentos choques
Dez mil manifestantes hostis ao presidente ucraniano Leonid Kuchma, alguns armados com barras de ferro, atacaram ontem a sede da presidência em Kiev, tendo sido repelidos pela polícia que usou gás lacrimogêneo, segundo o fotógrafo Sergui Supinskyo.
Os manifestantes, na maioria simpatizantes da esquerda e da direita nacionalista, retrocederam em direção à avenida principal da capital (Jrechtchatyk), quebrando em sua passagem vidros de ônibus municipais.
Os manifestantes gritavam: Fora Kuchma!, segundo o fotógrafo, explicando que pedras, bolas de metal e objetos incandescentes voavam por toda a parte.
Duzentos policiais do grupo antimotim, com capacetes e escudos, agrediram os manifestantes com cassetetes. Fui atingido por uma pedra no rosto, não podia respirar bem e em minha volta dezenas de pessoas estavam ensanguentadas. Elas gritavam, enquanto as ambulâncias chegavam, contou Supinskyo.
Pelo menos dois policiais teriam sido gravemente feridos nestes enfrentamentos, na cabeça, nas pernas e nas mãos, segundo o pessoal das ambulâncias.
Dez militantes de extrema direita também teriam sido feridos e três foram hospitalizados, segundo um dirigente do partido UNA-UNSO.
Estes incidentes se produziram algumas horas depois de violentos confrontos entre a polícia e manifestantes da oposição, que haviam tentado impedir que o presidente Kuchma depositasse um ramo de flores no monumento do poeta nacional Taras Chevchenko.





