O presidente reformista iraniano Mohamed Khatami iniciou ontem seu segundo e último mandato de quatro anos com uma crise econômica como pano de fundo, defendendo mais uma vez a democratização do regime islâmico ante seus oposicionistas conservadores.
Em um discurso pronunciado durante a cerimônia de posse de Khatami, o aiatolá Ali Khamenei insistiu na magnitude da tarefa que espera a nova administração do presidente reformista.
‘‘Estamos em uma fase crucial em que se deve agir rapidamente para solucionar problemas importantes como a crise econômica e principalmente o desemprego’’, advertiu o número um do regime islâmico.
Entretanto, o chefe do Estado destacou que os problemas do país são principalmente políticos e defendeu, mais uma vez, a democratização do regime islâmico e de suas instituições para sair da crise.
‘‘O presidente da República é responsável ante o Guia supremo e ante o Parlamento, mas é diretamente responsável, acima de tudo, ante o povo’’, declarou, afirmando que o regime ‘‘deve reconhecer ao povo o direito ao protesto e à crítica’’.
‘‘O povo tem direito de fazer perguntas, de saber, de criticar e protestar’’, estimou Khatami, assinalando que ‘‘a crítica e o protesto constituem um direito inalienável da população’’.
A advertência do aiatolá Khamenei reflete a preocupação geral dos dirigentes ante a degradação da situação social e econômica, que corre o risco de alimentar as tensões sociais.

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