Khatami e aliados reagem contra opositores no Irã
Associated Press
De Teerã
O presidente moderado Mohammad Khatami e seus aliados, acusados pelos comandantes dos Guardiães da Revolução de falhar na defesa do sistema islâmico durante os protestos estudantis da semana passada no Irã, contra-atacaram ontem, chamando à atenção deste corpo de elite das Forças Armadas e indicando que podem fechar os jornais conservadores que publicaram uma carta confidencial dos militares ao dirigente.
Na carta, com data de 13 de julho - o pico dos piores protestos no país desde a Revolução Islâmica de 1979 -, os comandantes culparam Khatami pelas manifestações (nas quais chegou a ser pedida a renúncia do líder máximo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei) e advertiram que sua paciência com o presidente está acabando, o que provocou grandes temores de golpe de Estado. Não podemos esperar mais - se os problemas do país não forem enfrentados convenientemente, não toleraremos a situação, afirmam os signatários.
Ontem, o Ministério da Cultura e Orientação Islâmica assinalou que a carta a Khatami estava classificada como top secret e sua publicação, segunda-feira, por três jornais linha-dura viola a lei. O ministério informou que enviou o caso a um comitê, prelúdio para uma ação legal que pode fechar os diários.





