Associated Press
e France Presse
Autoridades da Grã-Bretanha defenderam ontem o assassinato de dois albaneses étnicos por suas tropas e prometeram abrir uma investigação sobre o caso.
Pouco depois da meia-noite de ontem, soldados britânicos da força de paz liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Kosovo (KFOR) mataram dois albaneses étnicos e feriram outros dois que estavam num carro com oito pessoas celebrando o ‘‘Dia de Kosovo’’. Foi o pior incidente envolvendo a Kfor desde sua chegada à região, em junho.
Os militares estavam protegendo um edifício que abriga 50 sérvios quando o veículo passou e eles ouviram tiros. Segundo o porta-voz das forças britânicas, Alan Patterson, os soldados ‘‘acreditaram que sua vida estava em perigo e abriram fogo’’. Os albaneses étnicos comemoravam a ‘‘independência’’ de Kosovo, proclamada há nove anos e nunca reconhecida.
A Otan impediu o envio de centenas de soldados russos para Kosovo este final de semana antes que os detalhes de sua missão no âmbito da Força Internacional de Paz (KFOR) sejam definidos, informou ontem o jornal americano ‘‘The New York Times’’.
Bulgária, Hungria e Romênia negaram à Rússia o direito de sobrevoar seu território com dez aviões que levavam soldados da força de manutenção da paz rumo a Pristina, capital de Kosovo, após consultas com representantes americanos e da Aliança, informou a fonte citada pelo jornal.
A Rússia anunciou o envio de 3,6 mil soldados para participar da força de paz em Kosovo. Os russo já tinham mobilizado 200 homens que entraran em Kosovo antes das forças da KFOR e tomaram o controle do aeroporto de Pristina sem consultar a Otan.
Enquanto isso, prossegue a pressão interna contra o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic. Reservistas do Exército bloquearam ontem estradas para exigir pagamento por sua atuação em Kosovo. Horas antes, 5 mil pessoas foram às ruas de Novi Sad exigindo a renúncia de Milosevic.

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