O guru da eutanásia, o médico Jack Kevorkian, foi ao tribunal, ontem para enfrentar uma acusação de assassinato em primeiro grau, em consequência da morte assistida de um paciente terminal, filmada em vídeo. O julgamento aconteceu no tribunal do condado de Oakland; a juíza Jessica Cooper autorizou o médico, de 70 anos, a defender-se a si mesmo.
O médico enfrenta uma condenação à prisão perpétua se for determinada sua culpa na morte de Thomas Youk, em 17 de setembro de 1998.
A promotoria acusa-o de homicídio por ministrar uma substância mortal em novembro passado; a rede de televisão norte-americana CBS pôs no ar um vídeo que mostra Kevorkian aplicando uma injeção com uma droga letal em Youk, de 52 anos, que havia dado o seu consentimento.
Manifestantes em cadeiras de rodas protestavam dizendo que o objetivo de Kevorkian é matar os portadores de deficiência.
Membros da organização ‘‘direito de morrer’’, a Hemlock Society, expressavam apoio a Kevorkian, alegando que a intenção dele era acabar com o sofrimento de seus pacientes.
O guru do suicídio assistido apresentou seu próprio recurso de apelação no início do mês, argumentando que a assistência de um médico na morte de um enfermo que assim o decidiu é um princípio constitucional básico. Um tribunal de apelações de Michigan recusou este argumento.

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