Keizo Obuchi é o novo líder do PLD
O partido governante do Japão escolheu ontem o ministro de Relações Exteriores, Keizo Obuchi, como seu novo líder, o que o converte quase que automaticamente em primeiro-ministro, em uma época de incerteza sobre as políticas econômicas do governo.
Obuchi, de 61 anos, candidato do Partido Liberal Democrático (PLD), venceu facilmente seus rivais, o veterano político Seiroku Kajiyama, de 72 anos, favorito dos mercados financeiros, e o ministro de Saúde, Junichiro Koizumi, de 56 anos, candidato dos jovens reformistas do partido.
Conhecido nos círculos internos do partido como um homem pacato, Obuchi herda uma das tarefas mais difíceis da política internacional: tirar a segunda maior economia do mundo de sua pior recessão desde a 2ª Guerra Mundial.
Este é um momento difícil e a presidência do PLD tanto pode vir a ser um grande prêmio como um prêmio de consolação, disse à Reuters o ex-primeiro-ministro e influente dirigente do PLD, Yasuhiro Nakasone.
Obuchi obteve o apoio de 225 dos 411 delegados do PLD que participaram da votação, transmitida pela TV, numa aparente demonstração da nova abertura do partido, conhecido por suas manobras políticas atrás dos bastidores. Kajiyama ficou em segundo lugar com 102 votos e Koizumi obteve 84.
Antes do dia 30, a Câmara Baixa do Parlamento deverá confirmar o chanceler japonês como substituto do primeiro-ministro Ryutaro Hashimoto, que renunciou no dia 13 por causa da derrota dos liberal-democratas nas eleições parciais para a Câmara Alta do Parlamento (Senado). Obuchi deverá governar até setembro do próximo ano, quando terminaria o mandato de Hashimoto como líder do PLD.
Raras vezes um dirigente político japonês esteve sob ataques tão intensos como os que Obuchi enfrentou nas duas últimas semanas. A ala jovem do PLD, que havia ameaçado deixar o partido se Obuchi fosse eleito, aparentemente está disposta a examinar como ele conduzirá as prometidas reformas econômicas antes de iniciar qualquer tipo de boicote.Arquivo/FolhaBons amigosKeizo Obuchi durante a Imin-90, em Rolândia, recebe homenagem do deputado Antônio Ueno: familiaridadeReuters





