Ca­bul - O ­atual pre­si­den­te do Afe­ga­nis­tão, Ha­mid Kar­zai, su­pe­rou os 50% dos vo­tos, na ­mais re­cen­te par­cial das elei­ções do ­país, in­for­ma­ram on­tem fun­cio­ná­rios. Com is­so, Kar­zai po­de evi­tar a rea­li­za­ção de um se­gun­do tur­no. O ­atual lí­der apa­re­ce com 54% dos vo­tos vá­li­dos, com qua­se 92% dos vo­tos apu­ra­dos. Ca­so ha­ja se­gun­do tur­no, ele de­ve en­fren­tar o se­gun­do co­lo­ca­do, o ex-mi­nis­tro de Re­la­ções Ex­te­rio­res Ab­dul­lah Ab­dul­lah.
  Com ­apoio das Na­ções Uni­das in­ves­ti­gan­do a elei­ção pre­si­den­cial afe­gã, a co­mis­são afir­mou que fo­ram en­con­tra­das ‘‘cla­ras e con­vin­cen­tes pro­vas de ­fraude’’ nos re­sul­ta­dos da dis­pu­ta. O ór­gão exi­giu uma re­con­ta­gem das se­ções elei­to­rais on­de há pro­ble­mas.
  Acu­sa­ções ge­ne­ra­li­za­das de acrés­ci­mo ile­gal de vo­tos e re­gis­tros sus­pei­tos amea­çam a le­gi­ti­mi­da­de da elei­ção de 20 de agos­to, en­quan­to o ­país aguar­da os re­sul­ta­dos fi­nais. ­Mais de 720 acu­sa­ções de frau­de fo­ram apre­sen­ta­das na Co­mis­são de Re­cla­ma­ções Elei­to­rais.
  O fa­to de a co­mis­são or­de­nar re­con­ta­gem par­cial am­plia as in­cer­te­zas em tor­no da dis­pu­ta. Uma elei­ção crí­vel é vis­ta co­mo fun­da­men­tal pa­ra os es­for­ços apoia­dos pe­lo Oci­den­te, a fim de es­ta­bi­li­zar o Afe­ga­nis­tão e ob­ter ­apoio pú­bli­co na lu­ta con­tra a in­sur­gên­cia do Ta­le­ban.
  A co­mis­são não in­for­mou quan­tas se­ções de­ve­riam rea­li­zar re­con­ta­gens. Até ago­ra, já fo­ram iden­ti­fi­ca­dos re­sul­ta­dos ques­tio­ná­veis nas pro­vín­cias de Ghaz­ni, Pak­ti­ka e Kan­da­har. Lo­cais com 100% de com­pa­re­ci­men­to, ou com um can­di­da­to re­ce­ben­do ­mais de 95% dos vo­tos, pre­ci­sa­rão ser au­di­ta­dos e re­con­ta­dos, in­for­mou a co­mis­são em co­mu­ni­ca­do. Se­ções com me­nos de 100 ur­nas es­ta­rão isen­tas des­se pro­ces­so.
  A co­mis­são é for­ma­da por ­três es­tran­gei­ros e ­dois afe­gãos e tem a au­to­ri­da­de pa­ra or­de­nar a re­con­ta­gem de qual­quer ur­na, ca­so ha­ja for­tes in­dí­cios de ir­re­gu­la­ri­da­des.

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