São Paulo - As forças do ditador da Líbia, Muamar Kadafi, foram acusadas por rebeldes e pela ONG Human Rights Watch de usar bombas de fragmentação ao atacar Misrata, terceira maior cidade do país e a única no oeste onde há focos de insurgência. Esse tipo de bomba é de altíssimo risco para a população civil, que já vem sofrendo com mais de um mês de cerco pelas forças de Kadafi. Os soldados do governo controlam o centro da cidade, enquanto os rebeldes mantêm posições na região do porto.
Questionada sobre as bombas, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou não ter conhecimento do assunto, mas disse não se surpreender com ''qualquer coisa'' vinda de Kadafi. ''É por isso que os combates em Misrata têm sido tão difíceis'', acrescentou ela. Grupos de direitos humanos advertem que a situação na cidade -novamente atacada ontem, com tanques e foguetes, por tropas do ditador- é de crise humanitária, e os hospitais não dão conta do alto número de feridos.
Um grupo de ajuda internacional retirou ontem de Misrata, por barco, cerca de 1.200 de um total de 8.300 trabalhadores estrangeiros retidos na cidade. Segundo a Organização Internacional para Migrações, a maioria deles sofre de desidratação e precisa de cuidados médicos.

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