O presidente congolês Laurent Kabila foi assassinado enquanto planejava expulsar de seu governo vários altos chefes militares e importantes dirigentes políticos, publicou ontem a revista The East African. O semanário informou que Kabila estava decepcionado com a atuação de seus assessores políticos e com os chefes militares e planejava renovar seu gabinete e o alto comando das Forças Armadaas. Essa decisão teria conduzido a seu assassinato, disse a publicação, citando apenas fontes próximas ao governo da República do Congo.
A investigação sobre o assassinato de Kabila se baseará nessa teoria, afirmou a respeitada publicação.
Kabila foi assassinado em 16 de janeiro, mas há diferentes versões sobre sua morte e os fatores que a provocaram.
O mandatário assassinado, segundo a revista, sentia-se muito decepcionado com a marcha das operações militares no Congo, nação que enfrenta há dois anos uma guerra civil. Durante esse período as forças congolesas perderam o controle de quase metade do território do país. Cinco grupos rebeldes, apoiados por Ruanda e Uganda, lutaram para derrubar Kabila. Os rebeldes o acusavam de ser corrupto e de promover o ódio étnico.
O ministro da Justiça congolense, Mwenze Kongolo, disse no sábado que Kabila havia sido assassinado por um guarda-costas no palácio presidencial. O assassino, acrescentou Kongolo, também foi morto.
ViolênciaCerca de 200 pessoas morreram, algumas delas decapitadas ou queimadas vivas, numa nova onda de violência tribal no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), informaram ontem fontes rebeldes.
As fontes fizeram uma conexão da violência com as antigas divisões étnicas e afirmaram que os conflitos não têm ligação com o assassinato do presidente Laurent Kabila ou com os dois anos e meio de guerra civil no país.

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