KINSHASA - Os dirigentes da República Democrática do Congo se deram um prazo de dois anos para organizar eleições livres e democráticas, período durante o qual sua atuação será seguida com máxima atenção pela comunidade internacional.
‘‘Devemos nos preparar para realizar eleições (...) Haverá eleições democráticas depois de um período de dois anos’’, disse o chefe do novo Congo (ex-Zaire), Laurent Kabila.
Não se trata mais de formar um governo, constituído na quinta-feira passada, mas sim da ‘‘prioridade das prioridades: reconstruir o Estado’’, disse o chanceler, que também citou como tarefas prioritárias satisfazer as necessidades fundamentais de uma população que só come uma vez por dia, além de restabelecer as vias de comunicação nos 2,5 milhões de quilômteros quadrados e realizar um censo dos congoleses.
Os países ocidentais, que festejaram a saída de Mobutu do governo, condicionaram o apoio a Kabila à formação da um governo de larga base para levar o Congo a eleições multi-partidárias.

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