LUBUMBASHI - Os rebeldes capturaram ontem a cidade de Kasenga, na província de Shaba, rica em minerais e diamantes, provando a fragilidade do governo central no momento em que os dois lados preparam-se para iniciar conversações que podem levar a um cessar-fogo. A queda da cidade prova a supremacia dos rebeldes nas frentes de batalha, mas também dá mais poder de barganha ao líder Laurent-Désiré Kabila para tentar conseguir sua principal exigência - a renúncia do presidente Mobutu Sese Seko, que governa o país há 30 anos como um monarca.
Os rebeldes já dão como certa a queda de Mobutu e afirmam que agora se trata apenas de saber como e quando isso ocorrerá. Soldados e milhares de moradores de cidades tomadas pelos rebeldes já chamam Kabila de ‘‘presidente’’.
Cessar-fogoEsta semana, pela primeira vez desde o início da ofensiva dos rebeldes no leste do Zaire há cinco meses, delegações rivais participaram de uma reunião de cúpula com outros líderes africanos no Togo para debater a situação do terceiro maior país do continente.
Segundo um comunicado emitido ao fim da reunião, os dois lados haviam aceitado negociar um cessar-fogo. Os rebeldes já tomaram um quarto do País e ameaçam chegar à Capital, Kinshasa. As próximas conversações devem acontecer na semana que vem na África do Sul.
Também esta semana, representantes do governo propuseram dividir o poder com os rebeldes, mas eles rejeitaram imediatamente a proposta. Ontem, o ‘‘secretário-geral’’ dos rebeldes, Moise Nyarugabo, deixou mais claras as intenções do grupo em relação às negociações: eles querem que Mobutu transfira o poder para um governo transitório liderado por Kabila.

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