Justificativa é manter paridade
Justificativa é manter paridade
O Paquistão é considerado, assim como seu vizinho e adversário, a Índia, uma potência no limiar nuclear, ou seja, com capacidade para fabricar armamento nuclear desenvolvido. Nem o Paquistão nem a Índia são considerados propriamente potências porque, segundo os termos do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Somente estão catalogados como tais os Estados que realizaram testes nucleares antes de 1º de janeiro de 1967.
Segundo o Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (IRSS), as cinco potências declaradas (EUA, Rússia, França, Grã-Bretanha e China) realizaram 2.048 testes desde 1945. Os EUA lideram com 1.032 testes, à frente da ex-União Soviética, que fez 715.
A França fez 210 desde 1960, primeiro na Argélia e depois no Pacífico. Desde 2 de julho de 1966, os testes passaram para os atóis do Pacífico Sul, Mururoa e Fangataufa. Os últimos seis testes franceses foram realizados entre setembro de 95 e janeiro de 96.
A Grã-Bretanha realizou 45 testes, a China 44. Depois do último, em 29 de julho de 1996, Pequim anunciou a suspensão das experiência. A primeira bomba atômica chinesa explodiu em 16 de outubro de 1964.
O Paquistão justificou sua negativa em firmar o CTBT por sua política de manter uma paridade militar com a Índia, com quem travou três guerras desde a independência e a divisão do ex-império britânico das Índias, em 1947.
A Coréia do Norte indicou, em 8 de maio passado, que poderá revisar sua decisão de congelar seu programa nuclear, a menos que os Estados Unidos respeitem o compromisso que adotou em 1994. Um acordo-marco, negociado durante longos meses, estipula que Pyongyang deve abortar seu programa nuclear em troca de reatores mais modernos para suas fábricas de energia.
Japão e Coréia do Sul devem fornecer, respectivamente, 70% e 20% dos quase US$ 5 bilhões que estes reatores vão custar. Os Estados Unidos indicaram que estavam buscando contribuintes adicionais para os 10% restantes.
A evolução das capacidades nucleares do Paquistão e da Índia tem uma importância particular. Os paquistaneses estimam que estas capacidades foram as que permitiram evitar uma nova guerra na Cachemira, em 1989.





