Caracas O Supremo Tribunal da Justiça da Venezuela suspendeu, ontem, o referendo convocado pelo Conselho nacional eleitoral para 2 de fevereiro, sobre o mandato do presidente Hugo Chávez, informaram as redes de televisão do país. A oposição venezuelana vem promovendo uma greve geral, que já dura mais de 50 dias, para exigir que o presidente Chávez renuncie ou aceite o referendo, aprovado pela Justiça. A decisão do Supremo tribunal venezuelano pode deflagrar uma reação muito forte dos opositores que já vem fazendo campanha com vistas ao referendo.
Proposta O Centro Carter vai apresentar, amanhã, ao Grupo de Amigos da Venezuela as propostas visando uma saída eleitoral para a crise do país, anunciou terça-feira Mathew Hoddes, um dos diretores do Centro, em entrevista à imprensa. Ele participou ontem da mesa de negociações do governo venezuelano com a oposição, que está sendo mediada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria. Carter, Prêmio Nobel da Paz e chefe do Centro que tem seu nome, esteve na Venezuela esta semana e garantiu que antes de voltar aos Estados Unidos entregará à mesa de negociações duas propostas: uma é o referendo revocatório do mandato do presidente Hugo Chávez e a segunda uma reforma constitucional para viabilizar as eleições até 19 de agosto. O Centro Carter integra junto à OEA e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) o grupo tripartite internacional para a resolução da crise política da Venezuela.
O Grupo de Amigos, que inclui Brasil, Chile, Estados Unidos, México, Espanha e Portugal, se reunirá pela primeira vez amanhã, em Washington.
Divisas O governo da Venezuela aprovou na madrugada de ontem a suspensão, a partir desta semana, do comércio de divisas no país por cinco dias, segundo comunicado conjunto do Ministério da Economia e do Banco Central, informou a rede de tevê oficial.
''Está suspenso o comércio de divisas no país durante cinco dias úteis bancários'', diz o comunicado.

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