Justiça vê comparecimento de 61,3%
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terça-feira, 01 de dezembro de 2009
Folhapress 
Tegucigalpa, Honduras- As controvertidas eleições hondurenhas realizadas anteontem tiveram um índice de participação de 61,3%, segundo a apuração parcial do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE). A porcentagem é contestada pelo presidente deposto, Manuel Zelaya, que alega abstenção de até 67%. Pelos números do TSE, a abstenção deverá ser menor do que a das últimas eleições presidenciais, há quatro anos, quando a participação foi de 55%. O voto é obrigatório pela Constituição, mas não há punição aos faltosos.
O TSE e o presidente eleito, Porfirio Lobo, argumentam que a abstenção em Honduras é alta porque, dos 4,6 milhões de eleitores, cerca de um milhão vive nos EUA como imigrantes, mas segue registrado como se estivesse no país. Segundo o candidato vencedor, ao subtrair essa população, a participação chegou a 80%.
Os números oficiais são rechaçados por Zelaya. Segundo seu principal assessor político, Carlos Reina, até 67% dos eleitores deixaram de votar. Ele afirma que o número foi calculado em 1.400 atas eleitorais às quais ''amigos'' do presidente deposto tiveram acesso.
Reina disse que o TSE só vai liberar o acesso público às atas depois de adulteradas.
Único observador brasileiro presente nas eleições de ontem, o deputado opositor pernambucano Raul Jungmann (PPS) disse que ainda não há dados disponíveis o suficiente para uma avaliação definitiva, mas descartou um comparecimento em massa. ''Estive em 60 sessões eleitorais, nas quais o teto foi 50%, e o piso, um terço. Evidentemente, não posso extrapolar para o país, mas (a participação) pode ter sido boa; maciça, não.''


