Justiça reintegra procurador destituído por Mursi
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terça-feira, 02 de julho de 2013
Folhapress 
São Paulo - A Justiça do Egito reintegrou ontem Abdel Meguid Mahmoud para o cargo de procurador-geral do Egito, destituindo Talaat Ibrahim, nomeado pelo presidente Mohamed Mursi. A decisão acontece em meio à crise política no país.
Mursi enfrenta manifestações com milhares de opositores contra seu governo desde a semana passada. Os protestos se intensificaram no domingo, quando ele completou um ano de mandato. Na ocasião, sedes da Irmandade Muçulmana, grupo ao qual é vinculado, foram queimadas e saqueadas pelos rivais políticos.
Mursi recebeu na segunda-feira um ultimato das Forças Armadas para que busque uma solução política junto com a oposição, sob pena de intervenção dos militares. Devido à revolta, seis ministros de partidos aliados, dois porta-vozes e senadores renunciaram.
A decisão judicial responde a um recurso apresentado por Mahmoud em novembro, quando foi destituído por Mursi, em uma decisão criticada pelos membros do Judiciário. Como a decisão é definitiva, o presidente pode ser preso se não a cumprir.
Mursi se outorgou o poder, em polêmica declaração constitucional emitida em 22 de novembro, de destituir o procurador-geral, o que era uma prerrogativa da Justiça. Em seguida, o presidente substituiu Mahmoud, criticado por ser próximo do antigo regime de Hosni Mubarak, pelo juiz Ibrahim.
A medida de Mursi, junto com outras que aumentaram seus poderes, resultou em uma onda de protestos e distúrbios no Egito, onde a oposição e parte dos juízes rejeitaram a blindagem dos poderes do presidente e a destituição de Mahmoud, que era procurador-geral desde 2006.
Agentes de segurança e funcionários de hospitais confirmaram que ao menos sete pessoas morreram ontem devido a confrontos entre partidários e oponentes do presidente, Mohammed Mursi, e da organização que o apoia, a Irmandade Muçulmana. As mortes se deram em três ocorrências separadas, mas os agentes não forneceram mais detalhes sobre os casos.


