Justiça proíbe oposição de destruir registros
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela ordenou ontem que seja suspensa a destruição dos registros de votação nas eleições primárias da oposição, que aconteceram no último domingo.
A proibição foi aprovada após recurso de Rafael Velásquez, pré-candidato pela cidade de Bruzual, cidade de pouco mais de 7 mil habitantes no Estado de Yaracuy, que diz ter sido uma iniciativa individual.
''A gestão que tive como prefeito era o necessário para competir com o candidato do governo. Tomei essa iniciativa de maneira individual, como uma medida pessoal'', afirmou, em entrevista ao jornal venezuelano El Nacional.
De acordo com a advogada de Velásquez, a decisão foi tomada horas depois do processo ser aberto, ontem, quando terminava o prazo de 48 horas para conservar as cédulas eleitorais.
A defensora ainda afirmou que o recurso foi feito como uma medida cautelar, já que o pré-candidato considera que, durante o pleito, foram violados direitos e garantias constitucionais, sem detalhar quais seriam.
A decisão da oposição em destruir os registros das eleições de primárias foi pedida, na medida em que o material poderia identificar os eleitores e fazer parte de uma perseguição do governo do presidente Hugo Chávez aos que votaram nas prévias.


