Justiça ordena prisão de líder supremo
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Diogo Bercito<br>Folhapress 
Jerusalém - A Justiça egípcia pediu ontem a prisão de Mohamed Badie, o líder supremo da Irmandade Muçulmana, em gesto que deve agravar a divisão política no país durante o governo de transição.
De acordo com a agência de notícias estatal Mena, há ordens de prisão para dez membros dessa organização islamita, incluindo Badie, pela acusação de incitar a violência em manifestações.
Na segunda-feira, ao menos 51 simpatizantes da Irmandade foram mortos pelos militares nos arredores da Guarda Republicana, onde se acredita estar detido o ex-presidente Mohamed Morsi, deposto na semana passada por um golpe militar.
Além de Badie, também há pedido de prisão para Mahmud Ezzat, seu vice, de acordo com anúncio das autoridades egípcias.
A televisão estatal noticiava, ainda, pedidos de prisão para Safwat Hijazi e Essam El-Erian, ambos membros do alto escalão da Irmandade Muçulmana.
Investigações
Há relatos de que os islamitas procurados para serem detidos estão na mesquita de Rabia al-Adawiya, participando de uma vigília pela restituição do governo Morsi.
Cercados por milhares de simpatizantes, será difícil às forças de segurança prender figuras como Badie e Erian.
Além dos mandatos de prisão, a Promotoria acusou ontem 200 pessoas de participar de embates próximos da Guarda Republicana. Elas serão mantidas em custódia por período de 15 dias, aguardando investigações pelas acusações de homicídio, incitação à violência, porte ilegal de armas e perturbar a ordem pública.
Apesar das indicações de que Morsi está detido na Guarda Republicana -informação confirmada à reportagem pela própria Irmandade Muçulmana-, um porta-voz da chancelaria egípcia disse apenas que o islamita está em "local seguro" e que é tratado "com dignidade".


