Buenos Aires, Argentina - A Justiça peruana voltou a rejeitar o pedido dos familiares do ex-presidente Alberto Fujimori, 78, para que ele fosse libertado por razões humanitárias e de saúde. O político, que governou o Peru entre 1990 e 2000, cumpre, desde 2009, pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes de lesa humanidade. Os filhos de Fujimori, a ex-candidata à Presidência Keiko Fujimori e o deputado Kenji Fujimori, pedem a soltura do pai, que padece de um câncer na garganta.

Durante a campanha presidencial de 2016, em que Pedro Pablo Kuczynski venceu Keiko, o indulto a Fujimori foi tema de debate. Por conta do apoio que recebeu da esquerda e dos antifujimoristas para vencer Keiko no segundo turno, PPK havia prometido que deixaria o assunto nas mãos da Justiça e não consideraria conceder um indulto ao ex-presidente.

Porém, na semana passada, PPK sugeriu uma mudança de posição, afirmando que havia chegado o momento de "avaliar um possível perdão". Ao aventar a possibilidade de avaliar um indulto, o presidente provocou uma reação que voltou a encher as ruas de Lima e de outras cidades, com passeatas de repúdio à soltura de Fujimori.

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