Justiça mantém ordem para separar siamesas
Um grupo antiaborto foi derrotado ontem em sua tentativa de impedir na Justiça a separação de gêmeas siamesas numa cirurgia que poderá matar uma das crianças. A juíza da Suprema Corte Elizabeth Butler-Sloss rejeitou o apelo do diretor da organização Pro-Life Alliance, Bruno Quintavalle, para se tornar o guardião de Mary, a gêmea mais fraca. O grupo pretendia levar o caso à Câmara dos Lordes, a mais alta instância de apelação do país. As gêmeas, identificadas publicamente apenas como Mary e Jodie, nasceram em 8 de agosto ligadas pelo baixo abdome. Os médicos disseram que a cirurgia poderá permitir que Jodie tenha uma vida normal, mas que Mary não sobreviveria à operação. Se as gêmeas não forem separadas, afirmaram os médicos, ambas poderão morrer em poucos meses. Os pais das gêmeas identificados apenas como pertencentes à Igreja Católica Romana, e procedentes da ilha maltesa de Gozo, no Mediterrâneo decidiram não contestar a decisão da Corte de Apelações em 22 de setembro, segundo a qual as gêmeas podem ser separadas. Eles também não estão ligados à ação movida por Quintavalle.





