Justiça incorpora tese de homicídio de promotor
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quinta-feira, 12 de março de 2015
France Presse 
Buenos Aires - A Justiça argentina aceitou ontem incorporar ao caso sobre a morte do promotor Alberto Nisman um relatório forense que sustenta que ele foi vítima de um homicídio, o que contradiz a perícia oficial, que não descarta a hipótese de suicídio. Nisman apareceu morto em 18 de janeiro, quatro dias depois de ter acusado a presidente Cristina Kirchner e outros funcionários de acobertar iranianos pelo atentado contra um centro judaico em 1994.
"Ratificamos a perícia em sua totalidade e ela foi incorporada oficialmente ao caso", declarou o médico forense Daniel Salcedo, perito de parte da ex-mulher de Nisman e mãe de suas duas filhas, a juíza Sandra Arroyo Salgado. O documento foi divulgado na semana passada por Arroyo Salgado em uma coletiva de imprensa. Salcedo afirmou que o próximo passo "será chamar peritos oficiais para elucidar esta questão, uma junta forense de criminalistas e médicos legais", em um prazo que a promotoria determinará.


