Justiça dos EUA discute material obsceno na Internet
WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos começou a examinar ontem uma lei que limita a difusão de material obsceno na Internet para determinar se o seu texto realmente protege de maneira eficiente as crianças sem constituir uma violação do direito à liberdade de expressão dos adultos na rede de informática. A decisão da Suprema Corte sobre a lei aprovada pelo Congresso mas bloqueada por um juiz e até agora não aplicada, será conhecida em junho.
Os juízes ouviram ontem a tese das partes sobre a constitucionalidade ou não da pena de dois anos a quem difundir material obsceno pela rede. Os defensores da lei, representados pelo Departamento da Justiça, afirmam que a medida é a única proteção contra a ameaça de a Internet transformar-se em um ingresso de acesso livre às livrarias e a outros negócios pornográficos.
Os adversários da lei, representados por organizações de defesa da liberdade de expressão, sustentam que a lei constitui uma medida de censura inconstitucional por parte do governo. Além disso, afirmam que o problema do acesso de menores ao material obsceno pode ser bloqueado pelos pais com o uso de um software já existente para impedir a conexão com as áreas só para adultos da Internet.





