Justiça do Irã condena americano à morte
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
France Presse 
Teerã - Um juiz iraniano sentenciou um americano de origem iraniana à morte por espionar para a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos), noticiou a imprensa local ontem, exacerbando as tensões entre Washington e Teerã, já elevadas em virtude das sanções do Ocidente ao programa nuclear da República Islâmica. Os Estados Unidos condenaram a decisão da justiça iraniana. ''Vimos informações da imprensa falando que o sr. Hekmati foi sentenciado à morte por um tribunal iraniano. Se for verdade, condenamos fortemente esse veredicto e trabalharemos com nossos sócios para repassar nossa condenação ao governo iraniano'', afirmou o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Tommy Vietor.
Amir Mirzai Hekmati, um ex-marine de 28 anos, nascido nos Estados Unidos em uma família iraniana, foi ''sentenciado à morte por cooperação com um país hostil, por pertencer à CIA e tentar implicar o Irã no terrorismo'', sentenciou o juiz de Teerã, segundo as agências de notícias Fars e Isna. Hekmati tem 20 dias para apelar, disse o promotor-chefe, Gholam Hossein Mohseni Ejei, citado pela agência Isna.
O acusado apareceu em meados de dezembro na televisão estatal, afirmando em farsi e inglês fluentes que era um agente da CIA enviado para se infiltrar no Ministério de Inteligência iraniano. Segundo as autoridades iranianas, seu disfarce foi descoberto por agentes do país que o viram na base militar aérea Bagram, comandada pelos Estados Unidos, no vizinho Afeganistão.
A família de Hekmati nos Estados Unidos disse à imprensa americana que ele viajou ao Irã para visitar suas avós. Seu pai, um professor do estado americano do Michigan, disse que Hekmati não é um espião. Familiares afirmaram ter tentado, em vão, contratar advogados iranianos para ajudá-lo no lugar do indicado pelo governo. Hekmati foi julgado como cidadão iraniano e não americano porque o Irã não reconhece a dupla nacionalidade.


