Justiça do Equador manda prender enviado do E-Vote
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Um juiz da Província equatoriana de Guayas determinou a detenção de Santiago Murray, representante do consórcio brasileiro E-vote no Equador, que tumultuou as eleições no país ao não entregar os resultados no prazo previsto. Murray, que já havia sido proibido de deixar o país, está foragido.
Ontem, um grupo de promotores e peritos começou a examinar 150 computadores e outros aparelhos usados no processo eleitoral e apreendidos na véspera no escritório do E-vote por decisão judicial.
A Promotoria contratou seis especialistas para analisar as informações dos computadores e determinar se houve ou não fraude durante o escrutínio da votação do domingo.
Com 94,36% das urnas apuradas até agora, o empresário direitista Alvaro Noboa obteve 26,6% dos votos, contra 22,89% do esquerdista Rafael Correa, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Esse resultado se aproxima do indicado pela apuração parcial do E-Vote, que divulgou seus números até pouco depois da contagem de 72% dos votos, quando o TSE anunciou o rompimento do contrato.
O resultado final oficial pode sair neste fim de semana. O segundo turno está previsto para 26 de novembro.
O E-Vote, formado pelas empresas Probank e Via Telecom, foi contratado pelo TSE por US$ 5,2 milhões para fazer a contagem rápida, em paralelo à apuração oficial, mais lenta.
Sob a promessa de entregar os números para presidente três horas após fechadas as urnas e os do Congresso após cinco, já havia recebido metade do pagamento.
Porém o sistema de transmissão entrou em colapso na noite de domingo, com a apuração presidencial em pouco mais de 70% e a legislativa no zero. O contrato foi cancelado pelo TSE na manhã seguinte.


