Justiça deve investigar proprietária de navio
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O chefe da Promotoria do Estado da Toscana, Beniamino Deidda, disse ontem à imprensa italiana que a Justiça deve investigar também a responsabilidade da Costa Cruzeiros, dona do navio Costa Concordia, que naufragou no dia 13, e não só o capitão da embarcação, Francesco Schettino.
''Até o momento, a atenção está, de forma geral, concentrada na responsabilidade do capitão, que se mostrou tragicamente inadequado. Mas quem escolhe o capitão?'', questionou Deidda em uma entrevista que deve levantar novas polêmicas no caso do acidente.
Na opinião do promotor, os investigadores devem passar a focar também nas decisões tomadas pela dona do navio. Além da responsabilidade da empresa pela contratação de Schettino, o advogado italiano diz que há outros fatores que devem ser levados em conta pelo inquérito.
Entre as questões, estão a preparação da equipe para a emergência. Ele diz que os ''barcos de segurança não desceram, a tripulação não sabia o que fazer (e era) péssima (a) preparação para gerenciamento de crise''.
Além disso, o promotor classificou como ''absurdo'' o fato de que, ao menos em um registro, um membro da tripulação aparece em um vídeo dizendo aos passageiros para retornarem às cabines e negando que havia uma emergência em curso.
Número de mortos
As equipes de resgate que trabalham no navio Costa Concordia encontraram ontem mais um corpo na embarcação, segundo informou a defesa civil italiana. Os bombeiros ''recuperaram o corpo de uma pessoa no interior da ponte número 3 do barco'', indicou a corporação em um comunicado, acrescentando que, com isso, o saldo da tragédia se eleva a 16 mortos e 16 desaparecidos.
A nacionalidade e o sexo da pessoa encontrada ainda não foram reveladas, mas há relatos na imprensa italiana de que o corpo seria de uma mulher.
Combustível
A descoberta aconteceu no mesmo dia em que uma grande plataforma carregando equipamentos chegou à embarcação, sinalizando o início das operações preliminares para a remoção de mais de 2 mil toneladas de combustível dos tanques do navio.
A operação dos mergulhadores da Smit Salvage inclui uma descida a 20 metros para estudar as condições do casco antes de começar o isolamento do primeiro dos 17 tanques que serão esvaziados.


